Dívida de R$ 220 mil motiva homicídio em Divinópolis e gera indiciamentos Dívida de R$ 220 mil motiva homicídio em Divinópolis e gera indiciamentos

Dívida de R$ 220 mil motiva homicídio em Divinópolis e gera indiciamentos

Polícia Civil conclui inquérito sobre homicídio em Divinópolis motivado por dívida de R$ 220 mil. Principal suspeito segue foragido.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) finalizou o inquérito policial que apurava o assassinato de Gustavo Rodrigues dos Santos, de 25 anos. O crime ocorreu em 30 de julho de 2026, dentro de um estabelecimento comercial situado na região central de Divinópolis, e teria sido motivado por uma dívida financeira de aproximadamente R$ 220 mil.

O principal investigado, Pedro Henrique Souza Oliveira, de 24 anos, foi indiciado por homicídio triplamente qualificado e furto qualificado por abuso de confiança. Apesar dos esforços das autoridades, o suspeito permanece foragido, mesmo após a decretação de sua prisão preventiva pela Justiça local.

Dinâmica do crime e desdobramentos da investigação

Conforme os levantamentos da Polícia Civil, a motivação do homicídio está ligada a cobranças feitas pela vítima. Gustavo Rodrigues dos Santos mantinha um relacionamento com a ex-companheira do suspeito e teria passado a exigir o pagamento do débito milionário que Pedro Henrique possuía com ela.

No dia do crime, uma discussão entre os dois homens na Rua Goiás escalou para a violência. Segundo as autoridades, Gustavo estava armado, mas foi desarmado pelo agressor durante o confronto. Na sequência, o suspeito efetuou disparos contra a vítima, que tentou buscar refúgio no interior de um estabelecimento comercial, onde acabou sendo atingida por novos tiros.

A perícia técnica realizada no local do crime encontrou 10 estojos de munição calibre 9 mm. Além da análise balística, os investigadores recuperaram dois aparelhos celulares pertencentes à vítima, que foram fundamentais para a reconstrução dos fatos.

Uso de tecnologia e auxílio na fuga

As imagens capturadas por câmeras de segurança foram cruciais para o avanço da apuração. O material audiovisual permitiu que a Polícia Civil identificasse a participação de um segundo envolvido no caso, um funcionário do estabelecimento onde o homicídio ocorreu.

Este segundo homem, de 33 anos, foi preso pela Polícia Militar durante as diligências. Ele é acusado de ter recolhido a arma utilizada no crime, transportado o armamento em um veículo e prestado auxílio direto para a fuga do autor principal.

Indiciamento e status jurídico do caso

Com o encerramento da fase investigativa, o inquérito foi remetido ao Poder Judiciário para as medidas cabíveis. O homem de 33 anos foi indiciado por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e fraude processual, esta última relacionada à tentativa de ocultar a arma do crime.

Enquanto o processo segue seu curso, a busca por Pedro Henrique Souza Oliveira continua ativa. A Polícia Civil reforça que o mandado de prisão preventiva segue em vigor, mantendo o suspeito como o principal alvo das forças de segurança na região.