O mercado de trabalho em Minas Gerais alcançou um marco significativo em 2025, registrando o maior nível de ocupação feminina desde o início da série histórica em 2012. Os dados, extraídos da pesquisa PNAD Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam uma transformação estrutural na força de trabalho do estado, evidenciando tanto o crescimento do contingente ocupado quanto uma mudança qualitativa na formação educacional dos profissionais.
Ascensão da força feminina no estado
O levantamento aponta que o estado contava com 10,99 milhões de pessoas ocupadas em 2025, um avanço de 1,2% em relação ao ano anterior e uma expansão de 15,55% na comparação com 2012. Dentro desse cenário de crescimento, a presença feminina consolidou-se com 4,79 milhões de mulheres ocupadas.
Esse contingente representa 43,6% do total de trabalhadores mineiros. Para efeito de comparação, em 2012, a participação das mulheres no mercado de trabalho estadual era de 41,9%, demonstrando uma trajetória de inclusão constante ao longo da última década.
Qualificação profissional e escolaridade
Além do volume de ocupação, a pesquisa destaca uma evolução notável no perfil educacional da mão de obra. A parcela de trabalhadores com, no máximo, o ensino médio incompleto apresentou uma redução expressiva, caindo de 54,5% em 2012 para 36,2% em 2025.
Simultaneamente, o mercado absorveu profissionais com maior nível de instrução. A participação de trabalhadores com ensino superior completo saltou de 12,7% para 22,2% no mesmo período. Paralelamente, a fatia de ocupados com ensino fundamental incompleto recuou de 37,1% para 21,1%.
Dinâmica dos setores econômicos
A expansão do emprego em Minas Gerais foi impulsionada por setores estratégicos da economia. A agropecuária, que engloba agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, liderou o crescimento proporcional ao incorporar 111 mil novos trabalhadores, uma alta de 10,2% frente a 2024.
O setor industrial também apresentou desempenho positivo, com um incremento de 4,4% no número de ocupados. Esse movimento resultou na abertura de aproximadamente 68 mil novas vagas em comparação ao ano anterior, reforçando a resiliência do parque produtivo mineiro.