Um filhote de cachorro de apenas dois meses foi salvo após cair em um poço artesiano de 18 metros de profundidade em Igaratinga, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A operação de resgate, conduzida por militares do Corpo de Bombeiros de Pará de Minas, durou cerca de seis horas e exigiu criatividade técnica devido às condições adversas do local.
O poço, que estava seco no momento do incidente, apresentava um desafio logístico significativo: seu diâmetro de apenas 30 centímetros impossibilitava a descida de qualquer profissional para realizar o salvamento manual. A equipe precisou, portanto, monitorar o animal remotamente para garantir sua integridade física durante todo o processo.
Uso de tecnologia e estratégia olfativa no resgate
Para localizar o filhote com precisão, os bombeiros utilizaram uma câmera acoplada a uma corda. As imagens revelaram que o animal havia buscado abrigo em um pequeno buraco lateral na estrutura do poço, dificultando o acesso direto. Inicialmente, a equipe tentou atrair o cão utilizando alimentos, mas a estratégia não obteve sucesso imediato.
Diante da resistência do animal, os militares adotaram uma abordagem baseada no comportamento instintivo. Com o auxílio dos tutores, utilizaram um pano impregnado com o cheiro da mãe do filhote para atraí-lo para fora do esconderijo. A técnica, relatada pelo g1, foi determinante para o sucesso da operação.
Desfecho da operação e retorno à família
Após ser atraído pelo odor familiar, o filhote se posicionou em um local acessível, permitindo que os bombeiros realizassem a captura com o auxílio de uma rede de gol de futebol. O equipamento foi manobrado com precisão para içar o animal em segurança até a superfície.
Após o resgate, os militares confirmaram que o filhote não apresentava ferimentos. O cão foi prontamente entregue aos seus tutores, encerrando a mobilização que durou quase todo o dia na zona rural do município mineiro.