Transferência digital de veículos usados ganha novas regras no Brasil Transferência digital de veículos usados ganha novas regras no Brasil

Transferência digital de veículos usados ganha novas regras no Brasil

Contran regulamenta transferência digital de veículos usados. Processo será integrado ao Renavam e contará com novas camadas de segurança.

A burocracia na compra e venda de veículos usados no Brasil está prestes a passar por uma transformação significativa. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) oficializou a regulamentação que permite a transferência de propriedade de forma totalmente eletrônica, centralizando procedimentos que, atualmente, exigem o deslocamento a diferentes órgãos e o cumprimento de etapas fragmentadas.

A medida, formalizada por meio da Resolução nº 1.027 publicada no Diário Oficial da União, visa integrar os processos ao Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). A iniciativa busca dar efetividade a uma previsão já existente no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), modernizando o fluxo de documentação automotiva no país.

Integração tecnológica e o papel do aplicativo CNH

A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) é a responsável pelo desenvolvimento da infraestrutura necessária para viabilizar essa mudança. A expectativa é que o processo seja operacionalizado por meio do aplicativo Carteira Digital de Trânsito, permitindo que pessoas físicas realizem a transação de forma remota.

Embora a data de lançamento do serviço ainda não tenha sido definida, o fluxo digital promete unificar o registro da transação, a assinatura eletrônica de documentos e a quitação de débitos e taxas. A vistoria veicular, quando obrigatória, será integrada ao sistema, mantendo a exigência de conformidade técnica para a conclusão da transferência.

Modalidades e segurança nas transações digitais

A nova regulamentação estabelece três formatos distintos para a mudança de titularidade: a convencional, a eletrônica e a eletrônica custodiada. Esta última modalidade introduz uma camada extra de proteção financeira, permitindo que o valor da venda fique retido temporariamente até que todos os requisitos legais sejam cumpridos.

O sistema de custódia prevê ainda mecanismos de reversão e restituição de valores caso a negociação não seja finalizada. Para garantir a integridade do processo, a norma exige autenticação multifator, registro detalhado de todas as operações e ferramentas avançadas de auditoria para prevenir fraudes e garantir a segurança jurídica dos envolvidos.