Justiça analisa pedido de mulher para remover nome da mãe de certidão após histórico de abusos Justiça analisa pedido de mulher para remover nome da mãe de certidão após histórico de abusos

Justiça analisa pedido de mulher para remover nome da mãe de certidão após histórico de abusos

justiça – Mulher de 28 anos recorre ao TJ-SP para excluir nome da mãe da certidão de nascimento após sofrer abusos na infância. Entenda o caso.

Uma mulher de 28 anos iniciou uma batalha jurídica para remover o vínculo de filiação materna de sua certidão de nascimento. A autora da ação sustenta que a manutenção do nome da genitora no documento oficial atua como um gatilho constante de sofrimento emocional, em decorrência de um histórico de violência e negligência que teria se iniciado quando ela tinha apenas 9 anos de idade.

O caso, que tramita no sistema judiciário brasileiro, levanta questões complexas sobre os limites do Direito de Família e a prevalência da dignidade da pessoa humana frente ao registro civil. A busca pela exclusão do nome materno é apresentada pela defesa como uma medida necessária para o encerramento de um ciclo de traumas vivenciados pela jovem ao longo de sua trajetória.

A decisão em primeira instância sobre o vínculo materno

Em uma primeira análise, o Poder Judiciário concedeu parcialmente o pedido da autora. A sentença autorizou a retirada dos sobrenomes maternos do registro civil, mas negou a exclusão total do vínculo de filiação. O entendimento jurídico baseou-se na premissa de que a certidão de nascimento possui a função primordial de atestar a origem biológica do indivíduo.

Segundo a interpretação aplicada, a legislação vigente no Brasil não prevê a possibilidade de desconstituição total do vínculo de filiação em situações desta natureza. Para o magistrado, o documento deve manter a fidelidade aos fatos biológicos, independentemente das relações afetivas ou dos episódios de violência relatados pela parte autora durante a infância.

Recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo

Inconformada com a decisão inicial, a defesa da mulher recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Os advogados argumentam que a permanência do nome da mãe no documento representa uma violação contínua aos direitos da personalidade da vítima. O recurso busca sensibilizar os desembargadores sobre a necessidade de uma interpretação mais humanizada da lei.

A tese central da defesa é que, em casos de extrema violência, o direito ao esquecimento e a proteção à saúde mental devem prevalecer sobre a formalidade do registro biológico. Caso o tribunal acolha o pedido, o caso poderá estabelecer um precedente jurídico relevante para outras vítimas que buscam o rompimento formal de laços com agressores familiares.

Repercussão social e o debate jurídico

O tema ganhou visibilidade pública após a divulgação de um vídeo em que a jovem detalha sua história e os motivos que a levaram a buscar a Justiça. A exposição do caso nas redes sociais gerou um amplo debate sobre a eficácia das leis atuais em proteger vítimas de abusos domésticos e a rigidez dos registros civis brasileiros.

Especialistas em direito acompanham o desdobramento do processo, que coloca em xeque a rigidez das normas de registro civil. Para mais informações sobre o andamento de processos judiciais, consulte o portal oficial do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *