A pré-candidata ao Senado por Minas Gerais, Marília Campos, cumpriu agenda em Divinópolis neste sábado (8), reforçando sua estratégia de interiorização da campanha. Durante o encontro, a política destacou a necessidade de levar uma agenda de fortalecimento dos municípios e desenvolvimento regional para o Congresso Nacional, além de enfatizar a importância da ampliação da participação feminina na política institucional.
Compromisso municipalista e desenvolvimento regional
Com base em sua experiência no Executivo municipal, Marília Campos defende que o Senado Federal deve atuar como um pilar de sustentação para as administrações locais. Segundo a pré-candidata, a autonomia das prefeituras é fundamental para que o desenvolvimento chegue de forma equânime a todas as regiões do estado, superando as disparidades históricas entre o interior e a Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Durante suas viagens, que somam cerca de 40 mil quilômetros percorridos e mais de 200 cidades visitadas, a candidata identificou gargalos críticos em infraestrutura, abastecimento de água, saúde e educação. Ela propõe um mapeamento detalhado das desigualdades territoriais, com foco especial em áreas como o Vale do Jequitinhonha, Vale do Mucuri e o Norte de Minas, visando a implementação de políticas públicas adaptadas às realidades locais.
Representatividade feminina na história do Senado
Um dos pontos centrais do discurso de Marília Campos é o ineditismo de sua possível eleição. A pré-candidata ressaltou que, em 200 anos de história, Minas Gerais elegeu apenas uma mulher para o Senado Federal. Ela enxerga sua candidatura como um símbolo de fortalecimento das lideranças femininas e um incentivo para que mais mulheres ocupem espaços de poder.
A pauta de gênero está atrelada, em sua visão, ao combate direto às violências e à busca pela igualdade de oportunidades. Para Marília, a renovação da representatividade, incluindo a presença de pessoas negras e mulheres, é uma condição indispensável para o fortalecimento da democracia brasileira.
Avaliação do cenário eleitoral e pesquisas
Ao comentar o desempenho favorável em levantamentos recentes, a pré-candidata afirmou encarar os números como um reconhecimento de sua trajetória política. Contudo, ela mantém a cautela e ressalta que o momento atual exige a consolidação de propostas concretas para o eleitorado mineiro.
A estratégia de Marília Campos para a reta final da pré-campanha envolve a transição do reconhecimento de seu nome para a adesão ao seu projeto político. Com o apoio de lideranças como Patrus Ananias, Gleide Andrade e Lohanna França, o grupo busca consolidar a base eleitoral em regiões estratégicas, como o Centro-Oeste mineiro.