A desistência oficial do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) da disputa pelo Governo de Minas Gerais gerou uma rápida reconfiguração no cenário político estadual. O anúncio, realizado na noite de segunda-feira (3), provocou uma movimentação intensa nos bastidores, levando o secretário de Governo de Belo Horizonte e pré-candidato, Marcelo Aro, a convocar uma frente ampla entre os partidos de direita para as próximas eleições.
Reorganização do campo conservador em Minas Gerais
Durante coletiva realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Marcelo Aro enfatizou a necessidade de diálogo imediato entre as legendas. O dirigente, que acompanhou a convenção da Federação União Progressista, destacou que o momento exige respeito ao luto pessoal de Cleitinho Azevedo, que tomou a decisão após o falecimento de seu irmão, Matheus Azevedo.
Para Aro, a saída do senador do pleito exige que o campo da direita mineira busque uma candidatura unificada. O objetivo é evitar fragmentações e garantir que o grupo apresente uma proposta sólida para o estado, respeitando a expressiva votação que o senador detinha nas pesquisas de intenção de voto.
Diálogos decisivos para a formação da chapa
O cronograma estabelecido por Marcelo Aro prevê que as próximas 48 horas sejam fundamentais para definir o rumo da coligação. As tratativas devem envolver siglas como PL, União Brasil, Republicanos, Progressistas, Solidariedade, PRD e PRTB. O foco central é identificar um nome que sintetize os anseios do eleitorado conservador.
Embora tenha colocado seu nome à disposição, Aro reforçou que não conduz um projeto de poder pessoal. Segundo o secretário, a definição sobre quem encabeçará a chapa, ocupará a vice ou disputará o Senado caberá aos presidentes dos partidos envolvidos nas negociações, priorizando a viabilidade do projeto coletivo.
Flexibilidade na composição do projeto eleitoral
Em um gesto de abertura política, Marcelo Aro admitiu que não impõe condições para compor a chapa majoritária. O pré-candidato declarou que aceitaria disputar o pleito como vice-governador ou senador, caso essa configuração seja a mais estratégica para fortalecer a direita em Minas Gerais. Ele mencionou, ainda, que quadros como o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, possuem condições de integrar o projeto.
Sobre as críticas recebidas de Mateus Simões, governador em exercício, Aro optou por manter a cautela. O secretário afirmou que responderá a todas as acusações sobre o uso da estrutura da prefeitura de Belo Horizonte apenas após a conclusão do processo de convenções, evitando que o embate político interfira na construção da aliança partidária.