O último sábado, dia 8, foi marcado por uma tragédia no Mercado Central de Divinópolis. Cleris Caixeta da Cunha, de 64 anos, vendedor de cartelas do Centro-Oeste Cap e figura conhecida na região, faleceu após sofrer um mal súbito enquanto frequentava o estabelecimento. O incidente ocorreu em um momento de intensa movimentação, atraindo a atenção de dezenas de pessoas que acompanhavam o trabalho das equipes de socorro.
Atendimento de emergência e protocolos médicos
Ao chegar ao local, a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) encontrou o paciente já em parada cardiorrespiratória (PCR). Os profissionais constataram sinais clínicos que indicavam um tempo prolongado de interrupção dos batimentos, como a presença de cianose de extremidades e livores.
Durante mais de 30 minutos, os socorristas realizaram manobras exaustivas de reanimação cardiopulmonar, incluindo massagens cardíacas e monitorização constante. Apesar dos esforços, não houve retorno da circulação espontânea ou ritmo cardíaco passível de desfibrilação. O óbito foi oficialmente constatado pela equipe médica às 13h40.
Cenário de lotação e controle da ocorrência
O atendimento ocorreu em um período de grande fluxo de consumidores, potencializado por uma programação musical que atraía um público numeroso ao Mercado Central. A situação foi classificada como de difícil gerenciamento devido à aglomeração de populares ao redor da vítima.
A Polícia Militar foi acionada para garantir a ordem, isolar a área e oferecer suporte às equipes de saúde. Além das funções de segurança, os policiais ficaram responsáveis pela custódia dos valores pessoais encontrados com Cleris até que os trâmites legais fossem concluídos.
Relatos de testemunhas e repercussão local
Embora tenham surgido especulações entre frequentadores sobre um possível engasgo, a hipótese não foi confirmada pela equipe médica do SAMU, que registrou o caso como assistolia. A causa exata do óbito deverá ser determinada pelos procedimentos legais cabíveis.
O episódio gerou indignação entre algumas testemunhas, que descreveram um ambiente de indiferença. Segundo um relatos, o corpo permaneceu no local enquanto parte dos clientes continuava consumindo bebidas, cena que foi descrita como um “filme de terror”. A vítima, natural de Patos de Minas, era lembrada por sua rotina diária no mercado e por enfrentar desafios de saúde mental, o que o tornava uma presença constante e familiar entre os comerciantes locais.