Incêndio em fábrica de EVA mobiliza bombeiros por mais de 15 horas em Perdigão Incêndio em fábrica de EVA mobiliza bombeiros por mais de 15 horas em Perdigão

Incêndio em fábrica de EVA mobiliza bombeiros por mais de 15 horas em Perdigão

Bombeiros seguem em rescaldo após incêndio em fábrica de EVA em Perdigão (MG). Três pessoas seguem hospitalizadas com queimaduras graves.

O município de Perdigão, no Centro-Oeste de Minas Gerais, enfrenta os desdobramentos de um grave incêndio industrial. Após mais de 15 horas de combate ininterrupto, equipes do Corpo de Bombeiros permanecem no local realizando o trabalho de rescaldo. A operação é fundamental para eliminar focos remanescentes e impedir que as chamas sejam reativadas na estrutura da fábrica de EVA (etileno-vinil-acetato).

O incidente, que gerou uma densa nuvem de fumaça preta visível a quilômetros de distância, teve início após uma explosão nas dependências da unidade fabril. O material, um plástico flexível derivado de petróleo, possui alta carga de combustão, o que elevou a complexidade da ocorrência para as guarnições empenhadas.

Estado de saúde das vítimas e atendimento hospitalar

Três homens, funcionários da indústria, sofreram queimaduras graves durante o evento. O atendimento inicial foi realizado pelas equipes de socorro, que encaminharam os feridos para unidades hospitalares em Divinópolis, Pará de Minas e Nova Serrana. A gravidade das lesões exigiu transferências imediatas para salas vermelhas especializadas.

As vítimas apresentam quadros clínicos distintos, mas todos com necessidade de cuidados intensivos:

  • Homem de 27 anos: 80% do corpo atingido, entubado e em estado gravíssimo.
  • Homem de 41 anos: 70% do corpo atingido, internado em estado grave.
  • Homem de 36 anos: 30% do corpo atingido, sob monitoramento médico.

Desafios no combate ao fogo e conformidade técnica

O tenente Gustavo Silva Ferreira, do Corpo de Bombeiros, destacou que a presença de óleo diesel e grandes estoques de derivados de petróleo no interior da fábrica dificultou o controle das chamas. Cinco viaturas foram mobilizadas para confinar o incêndio, garantindo que o fogo não atingisse imóveis vizinhos ou outras alas da empresa, onde cerca de 50 trabalhadores atuavam no momento do incidente.

Em relação à segurança da edificação, a corporação informou que a empresa possuía um projeto de prevenção contra incêndio devidamente analisado e aprovado. Contudo, o local ainda não havia passado pela vistoria final necessária para a emissão do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), documento que certifica a plena conformidade com as normas vigentes. Mais detalhes sobre a ocorrência podem ser acompanhados através do portal g1.