Um homem de 76 anos buscou auxílio no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Santo Antônio do Monte para denunciar um ciclo de violência e coerção. Segundo o relato da vítima, ele era alvo constante de ameaças com arma branca e exploração financeira praticadas por sua companheira, de 26 anos.
Dinâmica das ameaças e exploração financeira
O idoso descreveu um cenário de intimidação sistemática, afirmando que a mulher utilizava uma faca, chegando a colocá-la contra seu pescoço para forçar a entrega de seus rendimentos. O benefício mensal, no valor de R$ 1.500, era frequentemente exigido pela suspeita, que também obrigava a vítima a realizar a compra de aparelhos celulares.
Embora o homem tenha confirmado a aquisição de diversos telefones durante o período de convivência, ele declarou desconhecer o paradeiro dos aparelhos. Até o momento, não foram apresentados comprovantes bancários ou notas fiscais que detalhem o montante total subtraído ou os gastos realizados sob coação.
Impactos na saúde e busca por proteção
A situação de vulnerabilidade e o estresse prolongado resultaram em sérios danos à saúde física da vítima. O idoso relatou ter buscado atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade em diversas ocasiões devido a picos de pressão arterial, que seriam reflexos diretos das ameaças sofridas.
Diante do temor por sua integridade física, o homem decidiu formalizar a denúncia no Creas, órgão voltado ao suporte de pessoas em situação de violação de direitos. A instituição atua no acolhimento e no encaminhamento de casos que envolvem violência, negligência e apropriação indevida de recursos de idosos.
Investigação e amparo legal
O caso levanta questões sobre a violência patrimonial, que ocorre quando há retenção ou controle indevido de bens e rendimentos da vítima. A legislação brasileira, por meio do Estatuto do Idoso, prevê mecanismos rigorosos de proteção contra a opressão e a exploração de pessoas nessa faixa etária.
Até o fechamento desta apuração, não havia informações sobre medidas protetivas ou registros formais de prisão contra a suspeita. As autoridades competentes devem agora conduzir a investigação, que incluirá a coleta de depoimentos e a análise de elementos que comprovem as denúncias apresentadas pelo idoso.