A cidade de Itaúna vive um período de intensa devoção com a realização da tradicional Festa de Sant’Ana. O evento, que movimenta a comunidade local e atrai fiéis à Matriz de Sant’Ana, segue com uma agenda de celebrações que se estende até o dia 26 de julho, data que marca o encerramento das festividades e a celebração do Dia dos Avós.
A programação religiosa é conduzida diariamente com o rito do novenário, realizado sempre às 19h, seguido por celebrações eucarísticas que contam com a presença de padres convidados. A estrutura montada pela paróquia busca acolher os devotos em um ambiente de fé e reflexão, consolidando o evento como um dos marcos culturais e religiosos mais importantes do calendário municipal.
Programação e ritos da Festa de Sant’Ana em Itaúna
Os últimos dias da festividade concentram as atividades mais aguardadas pelos fiéis. Nesta sexta-feira, a missa será presidida pelo padre Marcelo Geraldo de Oliveira. No sábado (25), a celebração fica sob a responsabilidade do padre Hedvan Souza Lucas. Ambos os atos litúrgicos ocorrem às 19h, mantendo o padrão das noites anteriores.
O domingo (26), dia da padroeira, terá um cronograma estendido. A agenda inclui a Solene Recitação das Laudes às 6h30, seguida de missas às 7h com o padre Carlos Eduardo e às 10h com o padre Everaldo Quirino. Às 11h, o público poderá conferir o show dos Violeiros do Médio Paraopeba. O encerramento oficial ocorre às 17h, com a procissão pelas ruas centrais de Itaúna, seguida pela última celebração eucarística do ciclo festivo.
Raízes históricas da devoção em Itaúna
A devoção a Sant’Ana em Itaúna possui um valor histórico que precede a própria emancipação política do município, ocorrida apenas em 1901. Conforme registros da Paróquia Sant’Ana, a imagem da santa foi trazida de Setúbal, Portugal, por volta de 1735. Inicialmente abrigada em um oratório improvisado, a devoção cresceu rapidamente entre os moradores da região.
Em 1739, figuras como Gabriel da Silva Pereira, Tomás Teixeira e Manoel Neto de Melo foram fundamentais ao erguerem um oratório de taipa. A construção da capela definitiva, autorizada pelo Bispo de Mariana, Dom Frei Manoel da Cruz, ocorreu entre 1756 e 1765, culminando na criação da Paróquia de Sant’Ana em 7 de abril de 1841.
Legado espiritual e arquitetônico da Matriz
Além da importância histórica, a paróquia é reconhecida por eventos espirituais marcantes, incluindo as aparições de Nossa Senhora em 1955, que resultaram na criação de uma gruta dedicada à Mãe de Deus. Hoje, a Igreja Matriz, situada na Praça Dr. Augusto Gonçalves, permanece como um símbolo arquitetônico do centro de Itaúna.
Com seu imponente carilhão de cinco sinos, a igreja atua como o epicentro da vida religiosa local. Para este domingo, a paróquia reforça que não haverá missas nas comunidades periféricas, centralizando todas as atividades na Matriz para garantir a unidade dos fiéis durante o encerramento da festa.