Um caso de feminicídio seguido de suicídio chocou a cidade de Arcos, no Centro-Oeste de Minas Gerais, na noite de quinta-feira (23). Um homem de 47 anos tirou a vida de sua ex-companheira, de 54 anos, no bairro Santa Efigênia, antes de cometer o ato contra a própria vida. A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e isolar a área para os trabalhos periciais.
De acordo com os relatos colhidos pelas autoridades, o crime teria sido motivado pelo inconformismo do autor com o fim do relacionamento, ocorrido há cerca de um mês. Vizinhos relataram ter ouvido gritos vindos da residência, seguidos por um barulho intenso. Ao verificarem a situação, encontraram a vítima já sem vida na calçada, próxima ao portão de entrada da casa.
Dinâmica do crime e perícia técnica
A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e constatou o óbito. A perícia da Polícia Civil identificou sinais de violência física na vítima, incluindo sangramento na boca, ferimento no queixo e um hematoma no pescoço, indicando um possível estrangulamento por corda. O cenário encontrado pelas autoridades sugere uma ação premeditada e violenta.
Próximo ao corpo, as autoridades localizaram um revólver calibre .32, que continha seis cartuchos, sendo quatro deflagrados e dois intactos. Embora a numeração da arma estivesse regular, não foi possível determinar a identidade do proprietário imediato. A investigação busca agora esclarecer a origem do armamento utilizado no episódio.
Histórico de ameaças e monitoramento
O relacionamento entre o casal durou aproximadamente um ano, período em que chegaram a residir sob o mesmo teto. Segundo informações fornecidas pelo filho da vítima, o suspeito havia deixado o imóvel há pouco mais de um mês após um desentendimento. Embora não houvesse sinais de arrombamento no portão, a família afirmou que o homem não possuía mais acesso às chaves da residência.
O comportamento do autor já apresentava sinais de periculosidade antes do crime. Durante o tempo em que estiveram juntos, ele chegou a instalar uma câmera de monitoramento na casa para vigiar a mulher, equipamento que foi removido apenas após a separação. A vítima já havia registrado um boletim de ocorrência contra o ex-companheiro, relatando ameaças de morte e episódios de agressão, o que reforça o histórico de violência doméstica que culminou na tragédia.
Investigação conduzida pela Polícia Civil
O caso segue sob investigação rigorosa da Polícia Civil. As autoridades buscam reunir depoimentos e analisar as evidências coletadas no local para encerrar o inquérito. O feminicídio é um crime que exige atenção constante das redes de proteção e das forças de segurança, especialmente em casos onde o histórico de ameaças é conhecido pelas autoridades competentes, conforme aponta o portal oficial da Polícia Civil de Minas Gerais.