Vereador propõe transformar Cacôco de Cima em área ambiental protegida após protestos Vereador propõe transformar Cacôco de Cima em área ambiental protegida após protestos

Vereador propõe transformar Cacôco de Cima em área ambiental protegida após protestos

divinópolis – Vereador propõe transformar Cacôco de Cima em área protegida após protestos de moradores contra mau cheiro e moscas causados por granja

A comunidade de Cacôco de Cima, em Divinópolis, tornou-se palco de intensas manifestações populares motivadas por problemas de saúde pública e qualidade de vida. Moradores da região protestam contra os impactos causados por uma granja instalada nas proximidades, relatando problemas recorrentes como mau cheiro excessivo e uma infestação de moscas que afeta o cotidiano das famílias locais.

O vereador Rodyson do Zé Milton (PV) acompanhou de perto o movimento, que incluiu o bloqueio de acessos como forma de pressionar por soluções imediatas. Diante da gravidade dos relatos, o parlamentar anunciou a intenção de protocolar um projeto de lei em agosto, logo após o recesso da Câmara Municipal, visando classificar a localidade como Área Ambiental Municipal Especialmente Protegida.

Regulação e restrições em áreas protegidas

A proposta de transformar o Cacôco de Cima em uma zona de proteção ambiental busca estabelecer limites rígidos para a operação de empreendimentos na região. Sob essa legislação, atividades industriais ou de serviços que gerem poluição ou impactos ambientais significativos seriam proibidas, garantindo a preservação de nascentes e da mata nativa local.

O modelo não visa extinguir a produção na zona rural, mas sim adequá-la. A legislação permite a continuidade da agricultura familiar, desde que as práticas estejam em total conformidade com as normas ambientais vigentes, promovendo um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade do ecossistema.

Precedentes legislativos e a busca por soluções

A estratégia de Rodyson do Zé Milton não é inédita. O vereador foi o autor de um projeto de lei com objetivos semelhantes para a comunidade do Quilombo, que está em vigor desde 2021. A expectativa é que a aplicação de uma norma similar no Cacôco de Cima e na região da Cachoeirinha possa conter os danos ambientais que, segundo o parlamentar, decorrem da falta de manutenção adequada das granjas.

“Se a empresa não tem respeito e consideração com seus vizinhos, acho que não tem como chegar mais nesse limite de conversa. Eu acho que tem que entrar agora com outro tipo de ação”, afirmou o vereador durante o ato. O parlamentar reforça que a medida é uma resposta à ausência de consciência ambiental demonstrada pela gestão das empresas que operam no entorno das residências.

Posicionamento das empresas e desdobramentos

O protesto, embora focado nas reclamações contra a granja, também demonstrou solidariedade aos trabalhadores da Radil Alimentos, empresa citada pelos manifestantes. Até o momento, a companhia não se manifestou publicamente sobre as acusações de poluição e os impactos relatados pelos moradores.