Uma tragédia abalou a comunidade escolar de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta quarta-feira (12). Emanuelly Lana Martins Soares, de 7 anos, faleceu após se engasgar com um pedaço de carne durante o período da merenda na Escola Municipal Bruna Diniz Patrocínio Alves, unidade anteriormente denominada Escola Professora Maria José Gatti Carlos.
Questionamentos sobre a ausência de suporte especializado
A família da estudante, que possuía diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), aponta falhas graves na assistência prestada pela instituição. Segundo parentes e conhecidos, a criança tinha o direito assegurado ao acompanhamento de uma profissional de apoio durante sua rotina escolar, suporte que não estaria presente no momento do incidente.
Adrielia Aguiar, amiga da família, declarou que a ausência do profissional de apoio foi determinante para o desfecho fatal. A denúncia sustenta que a supervisão adequada poderia ter evitado o engasgo ou garantido uma intervenção imediata, minimizando os riscos aos quais a criança estava exposta durante a alimentação.
Atendimento de emergência e protocolos municipais
Em nota oficial, a Prefeitura de Ribeirão das Neves informou que a aluna apresentou um mal-estar nas dependências da escola. A gestão municipal afirmou que funcionários da unidade realizaram as manobras de primeiros socorros indicadas enquanto aguardavam a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
De acordo com a administração, o socorro especializado chegou ao local cerca de 15 minutos após o chamado. A equipe do Samu teria realizado manobras de reanimação por aproximadamente 40 minutos, porém, a criança não resistiu e veio a óbito ainda no ambiente escolar.
Sindicância administrativa para apuração dos fatos
Diante da gravidade do caso, a Secretaria de Educação de Ribeirão das Neves determinou a abertura de uma sindicância administrativa. O objetivo do procedimento é investigar internamente as circunstâncias do episódio, incluindo a dinâmica do atendimento e a verificação do cumprimento dos protocolos de acompanhamento para alunos com necessidades especiais.
O caso segue sob análise das autoridades competentes. A prefeitura manifestou solidariedade aos familiares e à comunidade escolar, enquanto a investigação busca esclarecer por que a estudante estava sem a profissional de apoio no momento do acidente, conforme relatado pelos familiares. Para mais detalhes sobre a legislação de inclusão escolar, consulte o Estatuto da Pessoa com Deficiência.