Um caso de atropelamento envolvendo uma criança de 10 anos gerou indignação em Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste de Minas Gerais. O incidente ocorreu na noite de segunda-feira (17), na Rua Alagoas, localizada no bairro Senhora de Fátima. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento exato em que a menina é atingida pelo veículo enquanto atravessava a via pela faixa de pedestres.
Dinâmica do acidente e omissão de socorro
O vídeo mostra que, após o impacto, a criança consegue se levantar sozinha e, mesmo após o susto, segue em direção à casa de um tio para entregar um item que levava. O motorista do automóvel, por sua vez, não interrompeu a marcha para verificar o estado da vítima ou prestar qualquer tipo de assistência, evadindo-se do local sem ser identificado.
A mãe da menina relatou que a filha não mencionou o ocorrido ao retornar para casa. A família só tomou conhecimento do atropelamento após ser alertada por um vizinho que testemunhou a cena. A criança, que chegou a relatar dores no tórax, foi encaminhada a uma unidade de saúde local, onde exames médicos descartaram lesões graves ou anormalidades físicas.
Divergências sobre o registro da ocorrência
A busca por justiça enfrentou obstáculos burocráticos iniciais. Segundo o relato da mãe, ao buscar auxílio junto à Polícia Militar, teria sido orientada a fornecer o vídeo e a placa do veículo para formalizar o boletim de ocorrência. Como a identificação da placa não foi possível através das imagens capturadas, o registro não foi concluído naquele momento.
Em nota enviada à TV Integração, a Polícia Militar esclareceu que não é procedimento padrão da corporação exigir a apresentação de vídeos ou a placa do veículo para que uma ocorrência seja registrada. A instituição reforçou que o fato não chegou a ser oficializado nos sistemas policiais até o momento.
Impactos psicológicos e busca por identificação
Além das dores físicas relatadas logo após o impacto, a família destaca o abalo emocional sofrido pela menina. A mãe afirma que a criança apresenta sinais de trauma e medo de transitar pelas ruas do bairro, o que tem afetado sua rotina. As autoridades continuam a analisar as circunstâncias para tentar localizar o condutor responsável pela omissão de socorro.