Um grave acidente de trânsito na rodovia MG-170, na altura do município de Arcos, no Centro-Oeste de Minas Gerais, resultou em ferimentos severos para uma bebê de apenas 33 dias de vida. O veículo em que a criança estava capotou na tarde de quinta-feira (7), provocando o arremesso da recém-nascida para fora do automóvel durante a dinâmica do sinistro.
A ocorrência mobilizou equipes de socorro e autoridades locais, levantando alertas sobre a importância da correta utilização de dispositivos de retenção veicular para crianças. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca determinar as circunstâncias exatas que levaram à perda de controle do automóvel.
Dinâmica do acidente na MG-170
De acordo com informações da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), o carro seguia no sentido Arcos-Formiga quando o condutor, um homem de 39 anos, perdeu o controle da direção. O veículo saiu da pista e capotou, parando com as quatro rodas voltadas para cima às margens da via.
O motorista não sofreu ferimentos. Já a mãe da criança, de 38 anos, que ocupava o banco do passageiro, foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital São José, em Arcos, onde permanece sob cuidados médicos.
Estado de saúde e atendimento hospitalar
A bebê recebeu os primeiros socorros de populares que passavam pelo local do acidente. Posteriormente, foi levada pelo pai ao Hospital São José. Devido à gravidade do quadro, que incluiu crises convulsivas, a criança precisou ser entubada e transferida para a pediatria da Santa Casa de Arcos.
O estado de saúde da recém-nascida é considerado instável. Existe a previsão de que a paciente seja transferida para uma unidade hospitalar especializada em Divinópolis para continuidade do tratamento intensivo, conforme apurado pelo portal g1.
Uso inadequado de dispositivos de segurança
A perícia técnica da Polícia Civil esteve no local para coletar evidências. Conforme a apuração da PMRv, embora houvesse uma cadeirinha dentro do veículo, o equipamento não estava fixado corretamente e não era do modelo bebê-conforto, dispositivo obrigatório e recomendado para a faixa etária da criança pelas normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
A falha na utilização do dispositivo de segurança adequado é apontada como fator determinante para a gravidade das lesões sofridas pela bebê. O caso reforça a necessidade de rigor na instalação de cadeirinhas e assentos de elevação, essenciais para a proteção de menores em casos de colisões ou capotamentos.