Anvisa ordena apreensão de lotes do medicamento Ocrevus por irregularidades na distribuição Anvisa ordena apreensão de lotes do medicamento Ocrevus por irregularidades na distribuição

Anvisa ordena apreensão de lotes do medicamento Ocrevus por irregularidades na distribuição

Anvisa ordena apreensão de dois lotes do Ocrevus por irregularidades na importação e distribuição. Saiba como identificar e o que fazer.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão imediata de dois lotes específicos do medicamento Ocrevus, amplamente utilizado no tratamento da esclerose múltipla. A medida, formalizada pela Resolução-RE nº 3.751 em 25 de setembro de 2026, abrange exclusivamente as unidades identificadas pelos números H7953B14 e H7953B06, que ingressaram no mercado brasileiro por meio de canais não autorizados.

Irregularidades na origem e na cadeia de distribuição

A investigação sanitária revelou que os lotes apreendidos foram fabricados originalmente para comercialização em outros países, não possuindo autorização para distribuição no Brasil. A entrada desses produtos no território nacional foi realizada por uma empresa com a Autorização de Funcionamento inativa desde outubro de 2025, o que compromete a integridade e a rastreabilidade dos fármacos.

Devido à falha na cadeia de distribuição, não é possível garantir que o medicamento tenha sido mantido sob condições ideais de armazenamento e transporte. Como o Ocrevus exige controle rigoroso de temperatura e manuseio, a quebra desses protocolos coloca em risco a eficácia do tratamento, motivando a proibição de sua venda, transporte, importação e uso.

Segurança do paciente e continuidade do tratamento

É fundamental ressaltar que a restrição imposta pela Anvisa não afeta a qualidade do medicamento Ocrevus em si, mas sim a procedência irregular das unidades específicas mencionadas. O fármaco, que contém o princípio ativo ocrelizumabe, permanece com seu registro sanitário ativo e continua sendo seguro para uso quando adquirido por meio dos canais oficiais e autorizados.

Pacientes que utilizam o medicamento não devem interromper o tratamento sem orientação médica. A recomendação oficial é que os usuários verifiquem o número do lote na embalagem do produto. Caso o item corresponda a um dos lotes sob restrição, o paciente deve buscar imediatamente o serviço de saúde ou a farmácia onde o produto foi adquirido para as devidas orientações.

Fiscalização e medidas sanitárias complementares

A empresa responsável pela distribuição irregular desses lotes já era alvo de monitoramento pelas autoridades, inclusive com histórico de investigações relacionadas à comercialização de produtos falsificados. A atuação da Anvisa visa proteger a saúde pública ao impedir que medicamentos fora dos padrões de controle cheguem aos pacientes brasileiros.

Além da medida contra o Ocrevus, a mesma resolução sanitária estabeleceu o recolhimento de produtos estéreis manipulados pela ICT Farmacêutica Ltda., fabricados entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026. Essa ação paralela decorre de deficiências críticas identificadas nos processos de esterilização e garantia da qualidade da empresa. Para mais informações sobre normas de segurança, consulte o portal oficial da Anvisa.