Minas Gerais firma acordo para ampliar saneamento em 273 municípios Minas Gerais firma acordo para ampliar saneamento em 273 municípios

Minas Gerais firma acordo para ampliar saneamento em 273 municípios

Acordo no TCEMG amplia saneamento para 273 municípios mineiros, visando a universalização dos serviços de esgoto até 2033 em Minas Gerais.

Um novo Termo de Autocomposição foi oficializado nesta terça-feira, 18 de agosto, no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), em Belo Horizonte. O documento estabelece a ampliação dos serviços de esgotamento sanitário para 273 municípios mineiros que já mantêm contratos de abastecimento de água com a Copasa. A iniciativa busca alinhar a infraestrutura estadual às metas de universalização previstas pelo Marco Legal do Saneamento, que determina a cobertura total de água e esgoto até 2033.

Articulação e metas do saneamento básico

A assinatura é resultado de um esforço conjunto entre a Associação Mineira de Municípios (AMM), a Copasa, o Governo de Minas e o próprio TCEMG. O processo foi conduzido por meio da Mesa de Conciliação e Prevenção de Conflitos, um espaço criado para mediar impasses entre o poder público e a concessionária. O objetivo central é garantir que a prestação de serviços acompanhe o crescimento das demandas locais e as exigências legais vigentes.

O presidente do TCEMG, Durval Ângelo, destacou que a participação da AMM no processo foi fundamental para equilibrar a negociação. Segundo o magistrado, a presença da entidade municipalista na mesa de conciliação permitiu que as políticas públicas fossem discutidas com maior transparência e paridade, facilitando o avanço dos entendimentos necessários para a viabilização do projeto.

Compromisso com a eficiência pós-desestatização

A presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, reforçou que a companhia está em fase de transição estratégica. Com o processo de desestatização, a empresa busca elevar o nível de eficiência operacional e a qualidade dos serviços prestados. A executiva afirmou que a equipe técnica da companhia está à disposição dos prefeitos para dirimir dúvidas e assegurar que a transição contratual ocorra de forma organizada em cada localidade.

Apesar do otimismo institucional, a adesão ao termo impõe desafios significativos aos gestores municipais. Cada prefeitura deve avaliar individualmente as implicações financeiras e técnicas da ampliação dos serviços, considerando a realidade orçamentária e as necessidades específicas de infraestrutura de suas comunidades.

Desafios na gestão municipal e o papel da AMM

O prefeito de Chácara, Bilim, pontuou que a decisão de assinar o termo envolve um cenário complexo para os administradores locais. Ele ressaltou que, embora a universalização seja uma meta necessária, a execução prática pode ser impopular ou financeiramente onerosa, exigindo uma atenção diferenciada por parte da Copasa para evitar que os municípios fiquem desassistidos na ponta final do serviço.

A prefeita de Porteirinha e diretora da AMM, Elbe Brandão, enfatizou a importância da união entre as cidades menores. Ela alertou que a falta de planos municipais de saneamento estruturados resulta em perda de receita e fragiliza a posição das prefeituras. A entidade, sob a liderança do presidente e prefeito de Iguatama, Lucas Vieira, reafirmou que continuará prestando suporte técnico aos gestores para garantir que a implementação do acordo ocorra com segurança jurídica e foco no desenvolvimento regional. Para mais informações sobre o Marco Legal, consulte o portal oficial do Governo Federal.