TSE define teto de gastos para campanhas presidenciais de 2026 TSE define teto de gastos para campanhas presidenciais de 2026

TSE define teto de gastos para campanhas presidenciais de 2026

eleições – TSE mantém teto de R$ 133 milhões para campanhas presidenciais de 2026. Confira as regras de gastos e prazos para o primeiro e segundo turno.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou, em 21 de julho, as diretrizes financeiras que nortearão as campanhas eleitorais de 2026. A decisão estabelece o limite de gastos para os candidatos que disputarão o comando do Palácio do Planalto, fixando o teto em R$ 133 milhões. O montante, que engloba a movimentação financeira total dos dois turnos, faz parte de uma estratégia mais ampla de regulação que distribui R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha entre as 30 legendas registradas no país.

Regras e limites para o pleito presidencial

A estrutura de gastos para a corrida presidencial foi detalhada pela Corte com base na progressão da disputa. Para a primeira etapa do pleito, agendada para 4 de outubro, cada candidato poderá investir até R$ 88,9 milhões. Caso a disputa avance para o segundo turno, previsto para 25 de outubro, o valor adicional permitido é de R$ 44,4 milhões, totalizando o teto global de R$ 133 milhões.

Esses valores, que permanecem sem reajuste em relação ao ciclo eleitoral anterior, devem cobrir todas as despesas operacionais das candidaturas. Isso inclui desde a logística de transporte e viagens até a complexa produção de peças audiovisuais e a organização de eventos públicos como comícios. A transparência desses gastos é monitorada rigorosamente pelo tribunal, exigindo que partidos e candidatos apresentem prestações de contas detalhadas durante todo o processo.

Impacto nos estados e fiscalização rigorosa

Além da disputa nacional, o TSE definiu os limites para os cargos de governador, senador e parlamentares. Em estados com grande densidade eleitoral, como São Paulo, que reúne 34 milhões de votantes, o teto para o governo estadual foi estabelecido em R$ 26,6 milhões no primeiro turno, com um acréscimo de R$ 13,3 milhões em caso de segundo turno. A lista completa com os valores para cada cargo está disponível para consulta pública no portal oficial do TSE.

O descumprimento dessas normas financeiras acarreta consequências severas para as campanhas. Candidatos que superarem os limites estabelecidos pela Justiça Eleitoral estão sujeitos a multas que podem atingir 100% do valor excedido. Além da sanção pecuniária, o infrator pode enfrentar processos judiciais por abuso de poder econômico, o que coloca a conformidade contábil no centro da estratégia de qualquer candidatura.