Polícia Civil investiga feminicídio de mulher de 54 anos cometido pelo ex em Arcos Polícia Civil investiga feminicídio de mulher de 54 anos cometido pelo ex em Arcos

Polícia Civil investiga feminicídio de mulher de 54 anos cometido pelo ex em Arcos

Homem de 47 anos mata ex-companheira de 54 anos em Arcos após separação. Caso de feminicídio é investigado pela Polícia Civil local.

Um caso de feminicídio seguido de suicídio chocou a cidade de Arcos, no Centro-Oeste de Minas Gerais, na noite de quinta-feira (23). Um homem de 47 anos tirou a vida de sua ex-companheira, de 54 anos, no bairro Santa Efigênia, antes de cometer o ato contra a própria vida. A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e isolar a área para os trabalhos periciais.

De acordo com os relatos colhidos pelas autoridades, o crime teria sido motivado pelo inconformismo do autor com o fim do relacionamento, ocorrido há cerca de um mês. Vizinhos relataram ter ouvido gritos vindos da residência, seguidos por um barulho intenso. Ao verificarem a situação, encontraram a vítima já sem vida na calçada, próxima ao portão de entrada da casa.

Dinâmica do crime e perícia técnica

A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e constatou o óbito. A perícia da Polícia Civil identificou sinais de violência física na vítima, incluindo sangramento na boca, ferimento no queixo e um hematoma no pescoço, indicando um possível estrangulamento por corda. O cenário encontrado pelas autoridades sugere uma ação premeditada e violenta.

Próximo ao corpo, as autoridades localizaram um revólver calibre .32, que continha seis cartuchos, sendo quatro deflagrados e dois intactos. Embora a numeração da arma estivesse regular, não foi possível determinar a identidade do proprietário imediato. A investigação busca agora esclarecer a origem do armamento utilizado no episódio.

Histórico de ameaças e monitoramento

O relacionamento entre o casal durou aproximadamente um ano, período em que chegaram a residir sob o mesmo teto. Segundo informações fornecidas pelo filho da vítima, o suspeito havia deixado o imóvel há pouco mais de um mês após um desentendimento. Embora não houvesse sinais de arrombamento no portão, a família afirmou que o homem não possuía mais acesso às chaves da residência.

O comportamento do autor já apresentava sinais de periculosidade antes do crime. Durante o tempo em que estiveram juntos, ele chegou a instalar uma câmera de monitoramento na casa para vigiar a mulher, equipamento que foi removido apenas após a separação. A vítima já havia registrado um boletim de ocorrência contra o ex-companheiro, relatando ameaças de morte e episódios de agressão, o que reforça o histórico de violência doméstica que culminou na tragédia.

Investigação conduzida pela Polícia Civil

O caso segue sob investigação rigorosa da Polícia Civil. As autoridades buscam reunir depoimentos e analisar as evidências coletadas no local para encerrar o inquérito. O feminicídio é um crime que exige atenção constante das redes de proteção e das forças de segurança, especialmente em casos onde o histórico de ameaças é conhecido pelas autoridades competentes, conforme aponta o portal oficial da Polícia Civil de Minas Gerais.