A Prefeitura de Divinópolis notificou a concessionária TransOeste após o registro de uma nova falha no elevador de acessibilidade de um ônibus do transporte coletivo municipal. O incidente, confirmado pela Secretaria Municipal de Trânsito, Segurança Pública e Mobilidade Urbana (Settrans) neste domingo (20), reforça a preocupação das autoridades e dos usuários quanto à manutenção dos equipamentos essenciais para o embarque e desembarque de passageiros com mobilidade reduzida.
A administração municipal destacou que a notificação exige esclarecimentos imediatos e a adoção de medidas corretivas para assegurar que a frota opere dentro dos padrões de qualidade e segurança previstos no contrato de concessão. Este episódio não é isolado, integrando uma série de ocorrências que têm gerado desgaste na relação entre o poder público, a empresa prestadora do serviço e a população que depende do transporte público para exercer seu direito de ir e vir.
Notificação e exigência de manutenção na frota
Após tomar conhecimento do problema, o governo municipal reforçou a necessidade de uma fiscalização contínua sobre a concessionária. A empresa foi formalmente instada a apresentar justificativas sobre a falha técnica e a comprovar a realização de manutenções preventivas em todos os veículos equipados com plataformas de acessibilidade.
Para a administração, o funcionamento pleno desses dispositivos é uma condição inegociável para a prestação do serviço público. A Settrans reiterou que a fiscalização será intensificada para evitar que novos transtornos ocorram, garantindo que os passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida tenham acesso digno e seguro aos coletivos que circulam pela cidade.
Reincidência de problemas no transporte coletivo
A recorrência de falhas nos elevadores tem sido um ponto crítico nas discussões sobre a qualidade do transporte em Divinópolis. Poucas semanas antes deste caso, um passageiro cadeirante enfrentou dificuldades severas para desembarcar, situação que gerou indignação pública e intensificou a pressão por uma revisão nos protocolos de manutenção da TransOeste.
A concessionária, por sua vez, havia classificado os episódios anteriores como situações pontuais, assegurando que os veículos passavam por revisões periódicas. No entanto, a reincidência confirmada pela própria Prefeitura coloca em xeque a eficácia desses procedimentos preventivos, reacendendo o debate sobre a responsabilidade da empresa e a eficiência da fiscalização exercida pelo município.
Impacto no direito de ir e vir dos passageiros
O funcionamento precário dos elevadores de acessibilidade vai além de uma questão operacional, afetando diretamente a autonomia de idosos e pessoas com deficiência. O transporte público, que deveria ser um facilitador da mobilidade urbana, torna-se uma barreira quando os equipamentos de acessibilidade falham, impedindo o acesso a serviços básicos e atividades cotidianas.
O cenário atual de cobranças reflete um momento de maior escrutínio sobre o sistema de transporte de Divinópolis. Além da questão da acessibilidade, a qualidade da frota e os aspectos financeiros da concessão permanecem no centro das atenções, com a expectativa de que novas medidas administrativas sejam aplicadas caso a empresa não demonstre melhorias consistentes na prestação do serviço.